

A disputa pela atenção mudou. E a Comunicação precisa mudar também
Pesquisa da Statista, empresa alemã de inteligência de mercado e dados, fundada em Hamburgo, traz um dado que merece mais atenção de quem trabalha com Comunicação. Ao perguntar aos consumidores norte-americanos o que consideram importante ao usar as redes sociais, a pesquisa mostra que entretenimento surge em primeiro lugar, com 48% das respostas. Passar o tempo vem com 41%, enquanto conversar com amigos e familiares aparece com 40%. Conhecer pessoas novas, uma das funções qu


O Estado não precisa ser dono de tudo
A falência da Oi, decretada novamente pela Justiça do Rio de Janeiro, nesta semana, é uma boa oportunidade para discutirmos algo maior do que a própria empresa. Afinal, a Oi não é apenas a história de uma companhia que acumulou dívidas, vendeu seus principais ativos, passou por duas recuperações judiciais e terminou com uma dívida da ordem de R$ 44 bilhões. É também a história de um projeto de país que acreditou que era possível construir uma grande empresa nacional por meio


Quando as redes nos lembram por que existem
Muito se falou, nos últimos dias, sobre a saúde de Lito Sousa. Não gosto muito do termo “influenciador” para defini-lo. Lito é muito mais do que isso. É piloto, mecânico de aviação, especialista em segurança aérea, professor e, sobretudo, alguém que construiu uma relação de confiança com milhões de pessoas que agora estão preocupadas com ele. Eu sou uma delas. Não pretendo falar aqui sobre a doença rara que enfrenta, sobre seu diagnóstico ou sobre o drama que ele, Mila e a fa


Entre o cargo e a pessoa
Há organizações em que basta alguém dizer o próprio cargo para que a conversa mude de tom. Não porque essa pessoa tenha demonstrado conhecimento, experiência ou competência, mas porque o cargo, sozinho, já produz autoridade, endireita posturas, reduz objeções e, não raro, transforma opinião em verdade. O problema começa quando passamos a respeitar mais o cargo do que a pessoa que o ocupa. Aí confundimos autoridade com competência. Uma ideia pode ser ignorada quando vem do ana


Quando o sindicalismo perde relevância
Durante muito tempo, a agência bancária foi um ponto de encontro. Ali se pagavam contas, resolviam-se problemas, conversava-se com o gerente, encontravam-se conhecidos. Era um lugar onde as pessoas confiavam seu dinheiro e, de certa forma, um pedaço de suas vidas. Hoje, basta olhar em volta. Muitas desapareceram. Outras sobrevivem quase que às moscas, com poucos funcionários e um movimento que já não lembra os dias em que retirar uma senha era sinônimo de paciência. Não foi u


High Individual Contributor: o novo profissional que as empresas ainda estão aprendendo a reconhecer
Durante muito tempo, o reconhecimento profissional esteve diretamente associado à capacidade de ocupar posições de liderança, gerir equipes e ampliar responsabilidades dentro de uma estrutura hierárquica. A ideia predominante era de que uma carreira bem-sucedida seguiria uma trajetória previsível: quanto maior a senioridade, maior o número de pessoas lideradas. Esse modelo continua fazendo sentido em muitos contextos, mas o mundo do trabalho passou por uma transformação impor


O papel do pai não é ter todas as respostas
Há uma coisa sobre ser pai que ninguém nos ensina. A gente aprende a trocar fraldas, a dar banho, a preparar mamadeira, a acompanhar tarefa, a levar ao médico, a assistir às apresentações da escola. Aprende, com o tempo, a reconhecer o choro, a interpretar um silêncio, a perceber quando aquele “está tudo bem” definitivamente não está tudo bem. Mas ninguém nos ensina o que fazer quando não sabemos o que fazer. E talvez essa seja uma das partes mais importantes da paternidade.


STF, bets e o limite entre lucro e responsabilidade
A discussão sobre as apostas esportivas parece, enfim, ter chegado ao ponto em que deveria ter começado. Não pelo potencial de arrecadação, mas pelos impactos que produzem na sociedade. Ao defender a criminalização dos jogos de azar e classificar as bets como uma atividade nociva, a Procuradoria-Geral da República e o ministro Luiz Fux recolocam no centro do debate a pergunta: até que ponto um negócio continua sendo legítimo quando prospera sobre a fragilidade de quem menos p


A era da pós-vergonha
A expressão pós-vergonha vem ganhando espaço para descrever um fenômeno cada vez mais visível na sociedade. O conceito nasce de estudos sobre a vergonha como mecanismo de controle social e reputacional. A ideia inquieta. Chegamos a um tempo em que ser desmentido, ridicularizado ou exposto em contradição já não produz, necessariamente, consequências para quem fala ou age. Essa mudança ajuda a explicar por que tantas declarações que antes poderiam encerrar carreiras hoje parece


Se a reputação vale bilhões, por que quem a constrói ainda é tão subestimado?
É fato que a Comunicação Corporativa ocupa um espaço relevante nas conversas sobre estratégia. Reputação, confiança, cultura organizacional, relacionamento com stakeholders, gestão de crises, posicionamento institucional e licença social para operar passaram a integrar o vocabulário dos conselhos de administração, dos presidentes e dos investidores. São temas recorrentes em conferências, planejamentos e reuniões de liderança. Ainda assim, boa parte dos profissionais responsáv



























































