

A plataforma não controla tudo
Poucas situações explicam tão bem a comunicação contemporânea quanto o que aconteceu nas últimas horas com o Revelando, projeto do podcast Calma Urgente, e o episódio “Grandes Igrejas, Master Negócios”, apresentado por Fábio Porchat. O vídeo foi publicado na segunda-feira, 21 de setembro. Em menos de 24 horas, chegou ao primeiro lugar do ranking Hype do YouTube. No Instagram, os cortes do episódio já haviam alcançado cerca de 6 milhões de visualizações, além de milhares de co


A longevidade depende de quem ainda trabalha
A notícia parece, à primeira vista, uma celebração da longevidade. E é. O Japão acaba de ultrapassar uma marca que, até pouco tempo atrás, pareceria improvável: 107.677 pessoas com 100 anos ou mais, o maior número desde o início dos registros, em 1963. São quase 8 mil centenários a mais do que no ano anterior. 88% são mulheres. Mas existe uma segunda leitura, menos óbvia e talvez mais importante para o futuro das sociedades. O Japão está mostrando que viver mais não é apenas


O batom na cueca configura pouca coisa
No Brasil, parece que nem o batom na cueca é suficiente. Temos imagens, gravações, mensagens, documentos, transferências bancárias, quebras de sigilo e operações policiais que apreendem computadores, celulares e contratos. Ainda assim, frequentemente terminamos no mesmo lugar: indignação por alguns dias, uma enxurrada de opiniões nas redes sociais e, depois, é vida que segue. Os casos recentes são eloquentes. A investigação do Banco Master reúne mensagens, áudios, registros d


A democracia também se faz ouvir
Uma democracia madura não é aquela onde todos concordam, mas aquela em que todos podem discordar sem que a divergência vire ameaça. O que estamos vendo no Brasil nestes últimos dias merece atenção, porque executivos, artistas e integrantes da sociedade civil decidiram se manifestar. Não para substituir instituições, muito menos para condenar pessoas ou antecipar julgamentos, mas para pedir algo básico em uma república: transparência, apuração, responsabilidade e respeito aos


Quando as gerações se encontram
Há um movimento que merece ser reconhecido nas empresas: a valorização, cada vez maior, da presença de diferentes gerações no ambiente de trabalho. De um lado, profissionais mais jovens, trazendo repertórios digitais, novas referências, velocidade e uma disposição natural para questionar aquilo que parece estabelecido. De outro, profissionais mais experientes, carregando conhecimento, memória organizacional, capacidade de julgamento e aprendizados que nenhum curso consegue re


Estamos ensinando menos em um mundo que precisa aprender mais
Os resultados do PISA 2025 deveriam nos fazer parar por alguns minutos. A avaliação, aplicada a mais de 760 mil estudantes de 15 anos em 91 países mostrou uma queda expressiva no desempenho educacional dos países da OCDE. Entre 2015 e 2025, foram menos 28 pontos em leitura e 22 em matemática. Um em cada cinco jovens apresenta baixo desempenho simultaneamente em leitura, matemática e ciências. No Brasil, algumas matérias destacaram redução na distância com os países mais desen


Quando o passado fica cor-de-rosa
Nossa memória costuma pregar algumas peças. Uma delas tem a ver com a sensação de que o ontem foi melhor do que o hoje. Quanto mais distante fica um determinado período, maior passa a ser a nossa tendência de enxergá-lo com mais carinho do que ele merecia. A psicologia tem um nome para isso: rosy retrospection. O conceito foi formulado pelos psicólogos Terence Mitchell e Leigh Thompson, em 1994, para descrever nossa tendência de lembrar experiências passadas de maneira mais p


Mais um homem que nos envergonha
Uma médica de 37 anos foi encontrada morta a facadas dentro do próprio apartamento, em Maringá, no Paraná. Ao lado dela estava o filho, um bebê de apenas oito meses. O marido, de 25 anos, foi preso sob suspeita de feminicídio. A investigação ainda está em curso e caberá à Justiça estabelecer responsabilidades. Mas há algo que já podemos discutir. Mais uma mulher morta. Mais uma família destruída. Mais uma criança que crescerá sem a mãe. E mais um homem que, se confirmadas as


A fábula da Corte e do banqueiro
Era uma vez um reino chamado Sã Consciência. No centro do reino erguia-se uma imponente Corte de Justiça. Na entrada, uma inscrição dizia: “Aqui, a Justiça é cega.” O problema é que, em algum momento da história, ninguém soube explicar onde a venda havia sido guardada. Um dia, surgiu o Banco das Maravilhas, comandado por Dom Magnífico, banqueiro que conhecia gente demais nos lugares certos. Ministros. Empresários. Parlamentares. Magistrados. O caso chegou à Corte. Dom Excelen


Urgem cortes na Corte
Chega um momento em que uma democracia precisa parar de escolher lados e começar a defender instituições. O Brasil parece ter chegado a ele. As notícias divulgadas nesta terça-feira, 1º de setembro, acrescentam uma camada especialmente grave ao já complexo caso Banco Master. Documentos da Polícia Federal tornados públicos pelo ministro André Mendonça revelam mensagens, contratos e registros que apontam para uma relação muito mais próxima entre o ex-controlador do banco, Danie



























































