

O papel do pai não é ter todas as respostas
Há uma coisa sobre ser pai que ninguém nos ensina. A gente aprende a trocar fraldas, a dar banho, a preparar mamadeira, a acompanhar tarefa, a levar ao médico, a assistir às apresentações da escola. Aprende, com o tempo, a reconhecer o choro, a interpretar um silêncio, a perceber quando aquele “está tudo bem” definitivamente não está tudo bem. Mas ninguém nos ensina o que fazer quando não sabemos o que fazer. E talvez essa seja uma das partes mais importantes da paternidade.


STF, bets e o limite entre lucro e responsabilidade
A discussão sobre as apostas esportivas parece, enfim, ter chegado ao ponto em que deveria ter começado. Não pelo potencial de arrecadação, mas pelos impactos que produzem na sociedade. Ao defender a criminalização dos jogos de azar e classificar as bets como uma atividade nociva, a Procuradoria-Geral da República e o ministro Luiz Fux recolocam no centro do debate a pergunta: até que ponto um negócio continua sendo legítimo quando prospera sobre a fragilidade de quem menos p


A era da pós-vergonha
A expressão pós-vergonha vem ganhando espaço para descrever um fenômeno cada vez mais visível na sociedade. O conceito nasce de estudos sobre a vergonha como mecanismo de controle social e reputacional. A ideia inquieta. Chegamos a um tempo em que ser desmentido, ridicularizado ou exposto em contradição já não produz, necessariamente, consequências para quem fala ou age. Essa mudança ajuda a explicar por que tantas declarações que antes poderiam encerrar carreiras hoje parece


Se a reputação vale bilhões, por que quem a constrói ainda é tão subestimado?
É fato que a Comunicação Corporativa ocupa um espaço relevante nas conversas sobre estratégia. Reputação, confiança, cultura organizacional, relacionamento com stakeholders, gestão de crises, posicionamento institucional e licença social para operar passaram a integrar o vocabulário dos conselhos de administração, dos presidentes e dos investidores. São temas recorrentes em conferências, planejamentos e reuniões de liderança. Ainda assim, boa parte dos profissionais responsáv


O limite
Todos nós temos um. Há quem o descubra diante de uma perda. Outros, em uma conversa inesperada. Muitos só percebem sua existência depois de anos suportando situações que jamais imaginaram aceitar. Nesta semana, uma jornalista espanhola encontrou o seu diante de milhões de espectadores. Marta Gómez Montero interrompeu um programa ao vivo da televisão pública espanhola, retirou o microfone, levantou-se e foi embora. Chorando, disse que não aceitaria mais ser humilhada pelo apre


O comentário além da notícia
Não sei se acontece também com você, mas há um bom tempo adquiri um hábito. Depois de ler uma reportagem ou um post, antes de formar qualquer opinião sobre o conteúdo (quando de fato entendo que vale a pena), vou aos comentários. Confesso que, muitas vezes, saio dali mais impressionado com as pessoas do que com a própria notícia. É como se uma parte da sociedade tivesse encontrado nesses espaços um lugar para despejar tudo o que carrega por dentro: ressentimento, soberba, des


Exclusivo | Quando um pequeno país faz o mundo parecer maior
Há países que conhecemos pelos mapas. Outros, pelos livros de História. Alguns entram na nossa vida por uma música, por um filme ou por uma notícia. E existem aqueles que chegam até nós da forma mais inesperada: jogando futebol. Foi isso que aconteceu com Cabo Verde. Todos já entenderam que a Copa do Mundo revelou uma seleção competitiva, mas ela foi além: apresentou ao mundo um povo, uma cultura e uma identidade que muitos de nós conhecíamos apenas de nome. Enquanto a bola r


Exclusivo | Carta abierta a la senadora Celeste Amarilla
Señora Senadora: Hay momentos en los que un representante público habla solamente a título personal. Pero hay otros en los que sus palabras trascienden lo individual y terminan afectando la imagen de todo un país. Usted eligió ese segundo camino. La derrota de una selección puede generar frustración. El fútbol despierta pasiones, exageraciones y reacciones impulsivas. Pero nada de eso justifica el racismo. Nada de eso convierte el prejuicio en patriotismo. Nada de eso hace ac


A Copa da Lei de Trump
O caso Balogun é estarrecedor. Para quem não sabe, o jogador norte-americano Folarin Balogun, de ascendência nigeriana, foi expulso no último jogo dos Estados Unidos pelo árbitro brasileiro, Raphel Claus, mas o presidente Donald Trump mandou um recado em uma chamada telefônica: "cancelem o cartão vermelho do garoto e deixem ele jogar a próxima partida". Independentemente dos detalhes específicos que ainda precisam ser esclarecidos, o episódio escancara algo que já vinha se de


Exclusivo | O país que continua esperando
Algumas histórias terminam antes do último capítulo. Não porque faltou talento. Não porque faltaram oportunidades. Mas porque, em algum momento, a realidade decidiu cobrar uma conta que vinha sendo adiada havia anos. O futebol brasileiro acaba de viver mais um desses momentos. E, curiosamente, a surpresa de muitos talvez seja a parte mais surpreendente de toda a história. Porque o inesperado não era a eliminação. Era acreditar que ela não pudesse acontecer. Durante anos, o Br

























































