

A fábula da Corte e do banqueiro
Era uma vez um reino chamado Sã Consciência. No centro do reino erguia-se uma imponente Corte de Justiça. Na entrada, uma inscrição dizia: “Aqui, a Justiça é cega.” O problema é que, em algum momento da história, ninguém soube explicar onde a venda havia sido guardada. Um dia, surgiu o Banco das Maravilhas, comandado por Dom Magnífico, banqueiro que conhecia gente demais nos lugares certos. Ministros. Empresários. Parlamentares. Magistrados. O caso chegou à Corte. Dom Excelen


Urgem cortes na Corte
Chega um momento em que uma democracia precisa parar de escolher lados e começar a defender instituições. O Brasil parece ter chegado a ele. As notícias divulgadas nesta terça-feira, 1º de setembro, acrescentam uma camada especialmente grave ao já complexo caso Banco Master. Documentos da Polícia Federal tornados públicos pelo ministro André Mendonça revelam mensagens, contratos e registros que apontam para uma relação muito mais próxima entre o ex-controlador do banco, Danie


A disputa pela atenção mudou. E a Comunicação precisa mudar também
Pesquisa da Statista, empresa alemã de inteligência de mercado e dados, fundada em Hamburgo, traz um dado que merece mais atenção de quem trabalha com Comunicação. Ao perguntar aos consumidores norte-americanos o que consideram importante ao usar as redes sociais, a pesquisa mostra que entretenimento surge em primeiro lugar, com 48% das respostas. Passar o tempo vem com 41%, enquanto conversar com amigos e familiares aparece com 40%. Conhecer pessoas novas, uma das funções qu


O Estado não precisa ser dono de tudo
A falência da Oi, decretada novamente pela Justiça do Rio de Janeiro, nesta semana, é uma boa oportunidade para discutirmos algo maior do que a própria empresa. Afinal, a Oi não é apenas a história de uma companhia que acumulou dívidas, vendeu seus principais ativos, passou por duas recuperações judiciais e terminou com uma dívida da ordem de R$ 44 bilhões. É também a história de um projeto de país que acreditou que era possível construir uma grande empresa nacional por meio


Quando as redes nos lembram por que existem
Muito se falou, nos últimos dias, sobre a saúde de Lito Sousa. Não gosto muito do termo “influenciador” para defini-lo. Lito é muito mais do que isso. É piloto, mecânico de aviação, especialista em segurança aérea, professor e, sobretudo, alguém que construiu uma relação de confiança com milhões de pessoas que agora estão preocupadas com ele. Eu sou uma delas. Não pretendo falar aqui sobre a doença rara que enfrenta, sobre seu diagnóstico ou sobre o drama que ele, Mila e a fa


Entre o cargo e a pessoa
Há organizações em que basta alguém dizer o próprio cargo para que a conversa mude de tom. Não porque essa pessoa tenha demonstrado conhecimento, experiência ou competência, mas porque o cargo, sozinho, já produz autoridade, endireita posturas, reduz objeções e, não raro, transforma opinião em verdade. O problema começa quando passamos a respeitar mais o cargo do que a pessoa que o ocupa. Aí confundimos autoridade com competência. Uma ideia pode ser ignorada quando vem do ana


Quando o sindicalismo perde relevância
Durante muito tempo, a agência bancária foi um ponto de encontro. Ali se pagavam contas, resolviam-se problemas, conversava-se com o gerente, encontravam-se conhecidos. Era um lugar onde as pessoas confiavam seu dinheiro e, de certa forma, um pedaço de suas vidas. Hoje, basta olhar em volta. Muitas desapareceram. Outras sobrevivem quase que às moscas, com poucos funcionários e um movimento que já não lembra os dias em que retirar uma senha era sinônimo de paciência. Não foi u


High Individual Contributor: o novo profissional que as empresas ainda estão aprendendo a reconhecer
Durante muito tempo, o reconhecimento profissional esteve diretamente associado à capacidade de ocupar posições de liderança, gerir equipes e ampliar responsabilidades dentro de uma estrutura hierárquica. A ideia predominante era de que uma carreira bem-sucedida seguiria uma trajetória previsível: quanto maior a senioridade, maior o número de pessoas lideradas. Esse modelo continua fazendo sentido em muitos contextos, mas o mundo do trabalho passou por uma transformação impor


O papel do pai não é ter todas as respostas
Há uma coisa sobre ser pai que ninguém nos ensina. A gente aprende a trocar fraldas, a dar banho, a preparar mamadeira, a acompanhar tarefa, a levar ao médico, a assistir às apresentações da escola. Aprende, com o tempo, a reconhecer o choro, a interpretar um silêncio, a perceber quando aquele “está tudo bem” definitivamente não está tudo bem. Mas ninguém nos ensina o que fazer quando não sabemos o que fazer. E talvez essa seja uma das partes mais importantes da paternidade.


STF, bets e o limite entre lucro e responsabilidade
A discussão sobre as apostas esportivas parece, enfim, ter chegado ao ponto em que deveria ter começado. Não pelo potencial de arrecadação, mas pelos impactos que produzem na sociedade. Ao defender a criminalização dos jogos de azar e classificar as bets como uma atividade nociva, a Procuradoria-Geral da República e o ministro Luiz Fux recolocam no centro do debate a pergunta: até que ponto um negócio continua sendo legítimo quando prospera sobre a fragilidade de quem menos p



























































